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Vivências Anormais

Aqui está ele, o meu novo blog (visto que o outro deixou de funcionar). Sempre gostei de escrever e muito mais de ler, por isso resolvi criar algo que eu pudesse partilhar com o resto do mundo. Textos, histórias, fantasias..Venham conhecer!

Vivências Anormais

Aqui está ele, o meu novo blog (visto que o outro deixou de funcionar). Sempre gostei de escrever e muito mais de ler, por isso resolvi criar algo que eu pudesse partilhar com o resto do mundo. Textos, histórias, fantasias..Venham conhecer!

Uma outra perspetiva.

 Hoje quero experimentar algo diferente. Hoje o meu post é algo pessoal mas de outro ponto de vista. Do ponto de vista de quem me ama… Espero que gostem.

 

Como é que posso dizer isto? Ele…Ele…Ele sempre me pareceu estar bem e isso não tinha nada a ver com a aparência dele. Ele sempre pôs três colheres de açúcar no café porque detestava o sabor amargo que o café tinha. E o cheiro dele? Ah, o cheiro sempre fora intoxicante. Acho que era a alfazema porque a dada altura lembro-me que ele disse que a alfazema deixava as pessoas mais bem-dispostos. E outra característica dele era o seu sorriso. Aquele sorriso que iluminava uma sala.

 

Ele ria-se tanto nos filmes de comédia que por vezes lágrimas escorriam pela cara e, chorava imenso nos filmes mais tristes mesmo depois dos créditos passarem. E, só por causa disso, nunca entendi como alguém que passava o tempo a sorrir, que tinha como paixão dançar, ler e escrever podia odiar-se tanto, no entanto, ele conseguia.

 

A única pessoa que eu alguma vez ouvi dizer algo mal dele era ele próprio. Juro-vos que tentei mostrar-lhe aquilo que eu via: uma pessoa amada, linda, capaz de tudo e super intimidante, mas mais que uma vez falhei. Essa conversa acabava sempre com um rio de insultos e palavras mal ditas.

 

Por isso que fiz eu? Bem, a única coisa que podia. Segurei-lhe a mão, beijei-lhe na bochecha e disse “Amo-te”. Temos que fazer isso com as pessoas que amamos certo? Deixá-los lutar as próprias batalhas, mesmo se isso significa que ficamos com a sensação que somos inúteis e isso nos parta o coração.