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Vivências Anormais

Aqui está ele, o meu novo blog (visto que o outro deixou de funcionar). Sempre gostei de escrever e muito mais de ler, por isso resolvi criar algo que eu pudesse partilhar com o resto do mundo. Textos, histórias, fantasias..Venham conhecer!

Vivências Anormais

Aqui está ele, o meu novo blog (visto que o outro deixou de funcionar). Sempre gostei de escrever e muito mais de ler, por isso resolvi criar algo que eu pudesse partilhar com o resto do mundo. Textos, histórias, fantasias..Venham conhecer!

Um domingo diferente...

 

Aposto que milhares de vocês que metem os pés na missa raramente estão a ouvir a palestra dada. Certo? Sei que é difícil ouvir um senhor qualquer falar sobre a criação do mundo e blá blá blá, ainda por mais quando maior parte das vezes estamos sentados naqueles bancos horríveis e duros por obrigação. Mas digo-vos, falando por experiência própria, que por vezes faz sentido ouvir o que o pároco anda para aí a dizer.


Ontem, além de ser o terceiro ano de aniversário de morte da minha falecida avó (motivo que me fez levantar cedo da cama), foi também o dia dedicado à família. Muitos que me conhecem sabem que sou um homem de ciências e tenho também os meus próprios direitos e lutas, que por vezes (quase sempre) entram em choque com os ideais da Igreja. No entanto, lá estava eu, sentado num banco desconfortável, o meu irmão ao meu lado quase a adormecer, as velhinhas a cantar aos berros e o senhor Padre a dar o sermão.


“Família… Hoje o dia é dedicado à família. Mas, como podemos definir e defender a nossa família quando os valores de hoje em dia são opostos daquilo que deviam ser? Como podemos dizer que a nossa família é melhor que outra quando dentro do nosso próprio lar há monstros? Como educamos os nossos filhos se nem eles querem? Hoje em dia até são eles que matam os pais. São eles que nos mandam dar uma volta. Digam-me… Como é que lidamos com isto? Como é que podemos dizer que somos a família perfeita se dentro do nosso lar a mulher é espancada diariamente quando luta por aquilo que acredita? Se é espancada e humilhada por defender o feminismo? Digam-me… Quem somos nós para julgar quem ama quem? Quem somos nós para dizer que o amor partilhado entre pessoas do mesmo sexo não é certo? Sim, diz na Bíblia que é errado. Mas também diz na Bíblia que não devemos matar ninguém, nem cobiçar nem cometer adultério. No entanto, vemos diariamente que, pessoas normais como eu e vocês, são condenados por isso. Por isso, digam-me… Quem sou eu para dizer que sou perfeito?!”. E foi exatamente isto que captou a minha atenção. Realmente, quem somos nós para julgar o que quer que seja? Se até a Igreja, que é adorada por milhões de pessoas, tem vindo a alterar o seu pensamento, porque não nós?


Sim, é verdade. Nem tudo o que os senhores padres ou bispos dizem é verdade (aos olhos de muitos), mas há que dar mão à palmatória. Nem sempre é fácil chegar à frente de uma plateia, constituída maioritariamente por pessoas cujo pensamento ainda é retrógrado e falar de temas considerados tabu.


Mas de uma coisa tenho a certeza… Ninguém é ninguém para julgar quem quer que seja.

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